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Autor: Redação Endireita Brasil TV

  • Impeachment de Moraes: como funciona e por que parou

    Impeachment de Moraes: como funciona e por que parou

    O impeachment de Moraes já foi pedido ao menos 66 vezes no Senado, segundo a Gazeta do Povo, mas nenhum foi lido. Pela Lei 1.079/1950, quem decide se o processo começa é a Mesa do Senado, comandada por Davi Alcolumbre.

    Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 10/09/2026. Vídeo de setembro; a expectativa de desfecho rápido expressa no título está desatualizada.

    1. Impeachment de Moraes: o que diz a lei

      Fonte: Lei 1.079/1950.

      2. O que diz a fonte oficial

      Em 3/12/2025, o ministro Gilmar Mendes decidiu, em liminar, que só a PGR poderia apresentar denúncia contra ministros do STF (G1). Em 10/12/2025, ele suspendeu esse ponto, e cidadãos voltaram a poder protocolar pedidos (STF). Seguem valendo, segundo a Gazeta do Povo, a exigência de 54 votos (2/3 do Senado) para abrir o processo, o fim do afastamento preventivo e a proibição de processo pelo mérito de decisões. A liminar ainda não foi referendada pelo plenário.

      Moraes não é investigado formalmente. As acusações dos pedidos se baseiam no relatório da PF sobre mensagens de Daniel Vorcaro, tema de nossa matéria sobre o caso Master.

      3. Quantos pedidos e quantos senadores

      As contagens variam conforme a data: 54 pedidos com o de Carlos Viana (CNN), 55 com o de Alessandro Vieira (CNN) e ao menos 66, segundo a Gazeta do Povo em 13/9. Em 1º/9, Alcolumbre disse que havia 109 pedidos contra ministros do STF e que isso “não é normal”, sem dizer se daria andamento a algum (Poder360).

      No levantamento da Gazeta do Povo em 13/9, 68 senadores se manifestaram: 40 disseram ser favoráveis ao impeachment, 4 contrários e 24 não quiseram se posicionar. Declarar apoio não é voto, e os 40 ficam abaixo dos 54 exigidos.

      4. Pontos da análise

      Na live de 10/9, aos 35min19s, Kerber destacou a sessão extraordinária que o presidente do STF, Edson Fachin, convocou para 15/9 para tratar do relatório da PF. Nessa sessão, Dino pediu vista e o mérito não foi analisado.

      5. O outro lado

      Moraes nega ter favorecido Vorcaro (CNN). A Folha relata que STF e Congresso articulam poupar Flávio Dino numa possível onda de impeachments (Folha).

      6. O que acontece agora

      Tudo depende de quem presidir o Senado a partir de fevereiro de 2027: veja Presidência do Senado 2027. O acompanhamento está em Impeachment de Moraes.

      OPINIÃO

      Se 40 senadores dizem apoiar o impeachment e nada anda, o problema não é Moraes só: é um regimento que dá a uma pessoa a chave da gaveta.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quem pode pedir o impeachment de um ministro do STF?

      Qualquer cidadão (art. 41 da Lei 1.079). A liminar de Gilmar que restringia isso à PGR foi suspensa nesse ponto em 10/12/2025.

      Quantos votos são necessários para o impeachment de Moraes?

      Pela liminar de Gilmar ainda em vigor, 54 votos (2/3) já para abrir o processo; a condenação também exige 2/3 (art. 80).

      Quantos pedidos de impeachment contra Moraes existem?

      Ao menos 66, segundo a Gazeta do Povo (13/9). A CNN contou 54 e depois 55 em datas anteriores.

      Moraes é investigado formalmente?

      Não. Os pedidos citam o relatório da PF sobre mensagens de Vorcaro, mas não houve pedido de investigação da PF ou da PGR.

      Por que nenhum pedido andou?

      Porque a Mesa do Senado, presidida por Alcolumbre, não leu nenhum pedido em plenário (art. 44).

      Ministro do STF pode ser afastado durante o processo?

      Pela liminar de Gilmar, não há afastamento preventivo, embora o art. 57 da lei o previsse.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Eurico Zimbres, Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.5.

    • Presidência do Senado 2027: Marinho tem os 41 votos?

      Presidência do Senado 2027: Marinho tem os 41 votos?

      A disputa pela presidência do Senado 2027 começa com o PL lançando Rogério Marinho (RN) na quarta, 4/11, contra Davi Alcolumbre (União-AP), segundo o Poder360. Para vencer, são necessários 41 votos.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 01/11/2026. Segundo a descrição do vídeo, a contagem de nomes “não representa declaração ou confirmação individual de voto”.

      1. Presidência do Senado 2027: o que está em jogo

      A eleição da Mesa ocorre em 1º/2/2027, mesmo dia da posse dos senadores eleitos, por voto secreto, segundo a Agência Senado. Quem presidir o Senado decide, entre outras coisas, se pedidos de impeachment de ministros do STF andam ou não.

      2. O que diz a fonte oficial

      O PL terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores, segundo o Poder360 e o ND+. Isso significa que Marinho precisa de ao menos 13 votos de fora do partido. O ND+ afirma que Alcolumbre já reúne cinco partidos e 33 votos “no papel”. Aliados de Marinho dizem que ele soma 48 apoios, número que os aliados de Alcolumbre contestam. Em 2023, Marinho perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 a 32.

      O O Globo relata tentativa de entendimento entre Marinho e Tereza Cristina (PP-MS). A Jovem Pan fala em racha no PP e em ato conjunto de uma ala do partido com PL e Novo por Marinho.

      3. Pontos da análise

      No vídeo de 1º/11, Kerber lista senadores que seriam possíveis apoios a Marinho. A descrição do próprio vídeo avisa que a lista “não representa declaração ou confirmação individual de voto”. Com voto secreto, nenhuma contagem pública garante o resultado.

      4. O outro lado

      Segundo o Poder360, Marinho, que coordenou a campanha de Flávio, deve enfrentar dificuldades no início das articulações. O jornal escreve que o PL sofreu um baque com a “fuga” de Flávio para os EUA. Alcolumbre busca a reeleição e conta com partidos do Centrão.

      5. O que acontece agora

      Depois do lançamento em 4/11, os blocos negociam até fevereiro. A cobertura segue em nosso especial Senado 2027.

      OPINIÃO

      Quem preside o Senado decide se pedidos de impeachment de ministros do STF andam ou mofam. Por isso esta eleição importa mais que muitas pastas.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quando é a eleição para presidente do Senado?

      Em 1º de fevereiro de 2027, por voto secreto, segundo a Agência Senado.

      Quantos votos são necessários?

      41, se os 81 senadores votarem, segundo o Poder360.

      Quantos senadores o PL terá em 2027?

      28, segundo Poder360 e ND+.

      Rogério Marinho já tem maioria?

      Não há confirmação. Aliados falam em 48 apoios, e aliados de Alcolumbre contestam. A lista do vídeo de Kerber é de possíveis apoios, não de votos.

      Quem é o adversário de Marinho?

      Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente, que busca a reeleição.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Agência Senado from Brasilia, Brazil, Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

    • Flávio Bolsonaro depois do 2º turno: o que vem agora

      Flávio Bolsonaro depois do 2º turno: o que vem agora

      Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no 2º turno com cerca de 59,8 milhões de votos, deixou o Brasil rumo aos EUA e contestou o resultado sem apresentar provas, segundo o G1 e a Rádio Senado. O PL reconheceu a vitória de Lula.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 14/09/2026. Vídeo anterior ao 2º turno. A previsão do título (“Flávio será eleito…”) não se confirmou e está desatualizada.

      1. Flávio Bolsonaro: o que aconteceu depois da derrota

      Em carta divulgada em 28/10, já nos Estados Unidos, Flávio se apresentou como “verdadeiro presidente” e “presidente eleito”; depois, trocou a expressão por “líder”, segundo o G1. O texto falava em fraude eleitoral, sem apresentar provas. O próprio Flávio, segundo a Folha de S.Paulo, disse que sua “fuga não é fraqueza”.

      Em 30/10, numa live no Instagram, ele afirmou: “Eu não tô falando de 2030 não, eu tô falando de antes disso”, segundo a Reuters, via InfoMoney. A agência interpreta a frase como aposta numa possível cassação da chapa Lula-Alckmin. O R7 registrou que ele voltou a questionar a vitória sem provas.

      2. O que diz a fonte oficial

      O TSE declarou Lula reeleito com 51,79% dos válidos. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou em nota que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”, segundo a Rádio Senado. A posse é em 5/1/2027 (Agência Senado). Os números estão em Resultado do 2º turno.

      3. Pontos da análise

      Os dois vídeos de Kerber incorporados são de setembro, antes da votação. O de 14/9 previa a vitória de Flávio. O de 22/9 comentava uma pesquisa Quaest com Flávio 42% x Lula 41%, ou seja, empate técnico. As duas leituras ficaram desatualizadas com o resultado de 25/10 e aparecem aqui como registro.

      4. O outro lado

      Na tribuna, em 29/10, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) criticou a saída de Flávio do país. Carlos Portinho (PL-RJ) chamou os aliados que deixaram o país de “exilados”, segundo a Rádio Senado. Alessandro Vieira (MDB-SE) lembrou que o PL e governadores aliados reconheceram o resultado (Agência Senado).

      5. O que acontece agora

      Flávio segue senador até 31/1/2027. O PL, com a maior bancada do Senado, prepara a candidatura de Rogério Marinho à presidência da Casa: veja Senado 2027.

      OPINIÃO

      Quase 60 milhões de votos são capital político; desperdiçá-lo em teses sem prova seria o maior presente para Lula.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Onde está Flávio Bolsonaro?

      Nos Estados Unidos, de onde divulgou carta em 28/10 e fez live em 30/10, segundo G1 e Reuters/InfoMoney.

      Flávio reconheceu a derrota?

      Não. Ele contestou o resultado sem apresentar provas. O PL, partido dele, reconheceu a vitória de Lula.

      Quantos votos Flávio teve no 2º turno?

      59.826.041 (48,21% dos válidos), segundo a totalização do TSE publicada pelo O Globo.

      Flávio pode disputar a Presidência antes de 2030?

      Ele disse que estará “pronto” se houver nova eleição antes de 2030. Não há processo de cassação da chapa vencedora noticiado pelas fontes consultadas.

      O que o TSE disse sobre a eleição?

      O presidente do TSE, Nunes Marques, disse que a votação transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade”.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Agência Senado from Brasilia, Brazil, Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

    • Quem paga as promessas de Lula: a conta de R$ 298 bi

      Quem paga as promessas de Lula: a conta de R$ 298 bi

      As promessas de Lula pesam no caixa: no 1º pregão após a reeleição, em 26/10, o Ibovespa caiu 13,88% e o dólar subiu 8,21%, segundo a Agência Brasil. A IFI, do Senado, estima R$ 40 bilhões em medidas sem previsão orçamentária.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 27/10/2026. Vídeo curto; sem transcrição, nenhuma fala é citada.

      1. O que aconteceu

      O Ibovespa fechou a 176.608 pontos, acionou o circuit breaker e teve a maior queda diária desde março de 2020; o dólar terminou a R$ 5,403, segundo a Agência Brasil. Os juros futuros para 2031 subiram quase 3 pontos percentuais, segundo a BBC News Brasil.

      2. Promessas de Lula: o que dizem IFI e TCU

      A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, calcula que o pacote de benefícios anunciado pelo governo em 2026 já mobiliza R$ 298,4 bilhões, segundo o O Globo. Em outro relatório, a IFI estima R$ 40 bilhões de impacto sem previsão, ligados a reajuste do Bolsa Família, perda de arrecadação com o fim das apostas de quota fixa (bets) e medidas para o MEI, segundo a Agência Brasil.

      O TCU analisa a compensação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil: as novas receitas previstas somavam R$ 29,94 bilhões em 2026, mas arrecadaram R$ 3,15 bilhões até julho, 18% do estimado.

      3. Pontos da análise

      No vídeo de 27/10, Kerber lista, segundo a descrição publicada no canal, a queda da Bolsa e a alta do dólar e pergunta quem pagará as promessas de campanha. Como o vídeo não tem transcrição, esta matéria não atribui frases a ele.

      4. O outro lado

      O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que pretende remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para cobrir os novos gastos, mas não divulgou o impacto total das medidas, segundo a Agência Brasil.

      5. O que acontece agora

      A IFI cobra um plano fiscal para os próximos quatro anos e a definição do comando da Fazenda, segundo a Agência Brasil. O Orçamento de 2027 tramita no Congresso; os cotados para a Fazenda estão em Lula 4: ministérios.

      OPINIÃO

      Promessa sem fonte de receita vira imposto, inflação ou dívida — e quem paga é o eleitor. O mercado já mandou a conta no primeiro pregão.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quanto custam as promessas de Lula?

      A IFI calcula R$ 298,4 bilhões mobilizados em 2026 (O Globo) e R$ 40 bilhões sem previsão orçamentária (Agência Brasil).

      Por que a Bolsa caiu após a eleição?

      O Ibovespa caiu 13,88% em 26/10, com circuit breaker, no 1º pregão após a reeleição, segundo a Agência Brasil; analistas citam o risco fiscal.

      O que a IFI disse sobre as promessas?

      Que há R$ 40 bilhões em medidas sem previsão, ligadas a Bolsa Família, bets e MEI, e que falta um plano fiscal de quatro anos.

      A isenção do IR até R$ 5 mil está compensada?

      Ainda não totalmente: até julho, as novas receitas renderam R$ 3,15 bilhões, 18% do previsto para 2026, segundo o TCU.

      O governo explicou como pagará a conta?

      O Planejamento fala em remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027, sem divulgar o impacto total.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Dasfour2022, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

    • Ministérios Lula 4: os cotados e o preço do Centrão

      Ministérios Lula 4: os cotados e o preço do Centrão

      Os ministérios do Lula 4 ainda não têm nomes oficiais. Segundo o O Globo, as escolhas começam após 16/11; segundo a CBN, ficam para dezembro. Rafael Fonteles (Fazenda), Camilo Santana (Casa Civil) e Lincoln Gakiya (Segurança) estão entre os cotados.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 09/09/2026. Vídeo anterior à eleição, usado como contexto.

      1. Ministérios do Lula 4: quem é cotado

      Reeleito em 25/10, Lula estuda reformular toda a Esplanada, segundo o R7. O O Globo informa que as decisões ficam para depois da viagem do presidente à Turquia, para a COP31, e às Filipinas, após 16/11.

      NomePasta citadaFonte
      Rafael FontelesFazendaO Globo
      Camilo SantanaCasa CivilCBN / O Globo
      Lincoln Gakiya (promotor)Segurança PúblicaO Globo / CBN
      João CamposCiência e Tecnologia (O Globo) ou Cidades (BBC)O Globo / BBC

      Hoje, a Casa Civil é comandada por Miriam Belchior e a Fazenda por Dario Durigan, segundo BBC e R7.

      2. O que diz a fonte oficial

      Não há nomeação publicada no Diário Oficial da União. Qualquer nome acima é, por ora, especulação atribuída a cada veículo.

      3. Pontos da análise

      No vídeo de 9/9, anterior à eleição, Kerber tratou da crise entre STF, PF e PGR que o governo herda no novo mandato. Sobre Moraes e Mendonça, disse: “Os dois sentarão lado a lado no STF” (aos 21min05s). O pano de fundo está em nosso especial Lula 4: ministérios.

      4. O outro lado

      O PT ocupa 11 das 38 pastas, e MDB, PSD, PP e Republicanos somam 7, segundo o R7. Esses partidos apoiaram Flávio no 2º turno. Segundo o Diário do Estado de SP, que cita o Metrópoles, Edinho Silva conduz as conversas a partir de 3/11 e o Planalto vai exigir fidelidade partidária de quem receber cargo.

      5. O que acontece agora

      O Ministério da Segurança Pública depende da PEC 18/2025, cuja votação Alcolumbre marcou para terça, 3/11, às 16h, segundo a Agência Senado (30/10). As definições da Esplanada devem sair em dezembro, segundo a CBN.

      OPINIÃO

      Lula promete uma Esplanada nova, mas a conta do Centrão é velha: cargo por voto no Congresso. Exigir “fidelidade” de partidos que pediram voto para Flávio é admitir que o preço será alto.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quem são os cotados para os ministérios do Lula 4?

      Fonteles (Fazenda), Camilo Santana (Casa Civil), Lincoln Gakiya (Segurança) e João Campos, entre outros, segundo O Globo, CBN e BBC.

      Quando Lula anuncia os novos ministros?

      Após 16/11, segundo O Globo; em dezembro, segundo a CBN.

      Quem é o ministro da Casa Civil hoje?

      Miriam Belchior, segundo BBC e R7.

      O Ministério da Segurança Pública vai existir?

      Depende da PEC 18/2025, com votação marcada no Senado para 3/11.

      Quais partidos do Centrão negociam cargos?

      MDB, PSD, PP e Republicanos, que hoje têm 7 das 38 pastas, segundo o R7.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Senado Federal, Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

    • Resultado eleição 2026 segundo turno: Lula 51,79%

      Resultado eleição 2026 segundo turno: Lula 51,79%

      O resultado da eleição 2026 no 2º turno, em 25/10, deu a Lula (PT) 51,79% dos votos válidos (64.256.232), contra 48,21% (59.826.041) de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a totalização do TSE publicada pelo O Globo. A diferença foi de 4.430.191 votos.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 25/10/2026. Cobertura ao vivo da apuração; nenhuma fala da transmissão é citada nesta matéria.

      1. Resultado da eleição 2026: o placar e a virada

      Foi a primeira vez que um candidato a presidente virou o placar entre o primeiro e o segundo turno, segundo a Agência Senado. Flávio havia terminado o 1º turno, em 4/10, na frente, com 47,03% contra 45,16% de Lula.

      A apuração foi apertada. Ainda segundo a Agência Senado, Lula liderou até as 19h46, quando Flávio passou à frente; o petista retomou a dianteira às 20h24 e foi declarado reeleito pelo TSE às 21h08. No fim da totalização, a Agência Senado registrou 51,78% a 48,22% (diferença de arredondamento em relação aos 51,79% a 48,21% do painel publicado pelo O Globo).

      Pela apuração do TSE, Lula venceu nos nove estados do Nordeste, no Amazonas, no Pará, no Amapá e em Minas Gerais; Flávio ficou à frente nas outras 14 unidades da federação, segundo a Rádio Senado.

      2. O que diz a fonte oficial

      ItemNúmero
      Lula (PT)64.256.232 votos (51,79%)
      Flávio Bolsonaro (PL)59.826.041 votos (48,21%)
      Diferença4.430.191 votos
      Votos nulos2.723.305
      Votos brancos1.430.496
      Abstenção30.509.005 (cerca de 19,2%)

      Fonte: totalização do TSE, conforme publicada pelo O Globo em 26/10. A Agência Senado informa que a abstenção caiu de 21,08% no 1º turno para 19,21% no 2º, e que brancos e nulos somaram 3,24%. Os números devem ser conferidos novamente no painel do TSE no dia da publicação.

      3. Pontos da análise

      O canal de Emílio Kerber transmitiu a apuração ao vivo durante toda a noite de 25/10, acompanhando a virada seção a seção. Como a transmissão não tem transcrição revisada, esta matéria não atribui frases a Kerber.

      4. O outro lado

      Flávio Bolsonaro não reconheceu a vitória de Lula. Em carta divulgada em 28/10, ele classificou o resultado como “fraude eleitoral”, sem apresentar provas, segundo o G1 e a Agência Senado. O PL, partido de Flávio, reconheceu o resultado, pedindo esclarecimentos à Justiça, segundo o G1. Em 30/10, em transmissão dos EUA, Flávio voltou a questionar a vitória, também sem provas, segundo o R7.

      No Senado, em 28/10, Alessandro Vieira (MDB-SE) lembrou que o PL e governadores aliados de Flávio reconheceram o resultado. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou em nota que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”, segundo a Rádio Senado. Na mesma sessão, Plínio Valério (PSDB-AM) disse aceitar o resultado, mas criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar em duas horas o fim da votação por problemas no transporte público.

      5. O que acontece agora

      Lula toma posse em 5 de janeiro de 2027, e não mais em 1º de janeiro, pela Emenda Constitucional 111/2021, segundo a Agência Senado. Governadores tomam posse em 6/1. Senadores e deputados eleitos assumem em 1º/2/2027, mesma data da eleição das Mesas — no Senado, o eleito precisa de 41 votos.

      O PL terá a maior bancada do Senado: 28 senadores, segundo o Poder360 (o ND+ cita 29 em uma das contas). A disputa pela presidência da Casa está em nosso especial Senado 2027, e a cobertura completa da eleição em Eleições 2026.

      OPINIÃO

      A direita perdeu a Presidência por 3,57 pontos, mas sai das urnas com a maior bancada do Senado. O recado é de oposição forte, não de rendição — e oposição forte se faz com voto no plenário, não com teses sem prova.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quem ganhou o 2º turno de 2026?

      Lula (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a totalização do TSE publicada pelo O Globo.

      Qual foi a diferença de votos entre Lula e Flávio?

      4.430.191 votos: 64.256.232 para Lula e 59.826.041 para Flávio.

      Quantos votos brancos e nulos houve?

      Foram 2.723.305 nulos e 1.430.496 brancos; juntos, 3,24%, segundo a Agência Senado.

      Qual foi a abstenção?

      Cerca de 19,2% (30.509.005 eleitores), abaixo dos 21,08% do 1º turno.

      Quando Lula toma posse do 4º mandato?

      Em 5 de janeiro de 2027, pela Emenda Constitucional 111/2021.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: TSE – Tribunal Superior Eleitoral, Wikimedia Commons, Public domain.

    • Promessas de Lula no debate: o que vira cobrança

      Promessas de Lula no debate: o que vira cobrança

      As promessas de Lula no debate do segundo turno, na Band, em 18/10, entram agora na lista de cobranças: ele e Flávio Bolsonaro fizeram afirmações certas e imprecisas, segundo a checagem do Aos Fatos. Reeleito, Lula terá de responder pelo que prometeu.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 19/10/2026. Live sem transcrição; nenhuma fala é citada.

      1. O que aconteceu no debate do segundo turno

      O último debate presidencial antes da votação de 25/10 foi transmitido pela Band em 18/10. O Aos Fatos checou as falas ao vivo. Segurança pública, economia e ataques pessoais dominaram o confronto.

      2. O que diz a fonte oficial

      Os planos de governo dos dois candidatos estão registrados no TSE (DivulgaCand). Um comparativo de promessas e planos foi publicado pelo TMC, que adota postura neutra e não verifica a veracidade das afirmações.

      3. O que as checagens apontaram

      QuemAfirmaçãoAvaliação (Aos Fatos)
      FlávioGoverno atual “coloca nas ruas marginais perigosos”Não é bem assim
      FlávioJuros caíram 2% porque ele liderou o 1º turnoNão é correto
      FlávioGoverno deixa dívida de R$ 11 trilhõesAcertou
      Flávio73% dos presos votaram em LulaCita levantamento do Poder360 em seções de presídios
      LulaConstituição de 1988 deu a segurança pública aos EstadosVerdadeiro, com ressalvas sobre a atuação federal
      LulaEnviou a Lei Antifacção ao CongressoVerdadeiro: a lei foi aprovada

      Fonte: Aos Fatos. A checagem também registra que uma PEC citada no debate foi aprovada por 54 votos a 1, com o voto contrário de Flávio.

      4. Pontos da análise

      Na live de 19/10, Kerber comentou o debate na manhã seguinte. Como a transmissão não tem transcrição revisada, esta matéria não atribui frases a ele.

      5. Promessas de Lula no debate: o que acontece agora

      Com a posse em 5/1/2027, as promessas de Lula passam a ser cobradas. A conta fiscal está em Quem paga as promessas de Lula. A cobertura completa da eleição está em Eleições 2026.

      OPINIÃO

      Debate é contrato verbal com o eleitor. A partir de 5 de janeiro, cada frase de Lula vira item de cobrança.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quando foi o debate do segundo turno de 2026?

      Em 18/10/2026, na Band, segundo o Aos Fatos.

      Quem checou as falas do debate?

      O Aos Fatos, entre outras agências de checagem.

      Flávio errou alguma informação no debate?

      Segundo o Aos Fatos, sim: a fala sobre juros caindo 2% por causa do 1º turno não é correta. Ele acertou a dívida de R$ 11 trilhões.

      Lula errou alguma informação no debate?

      As duas falas de Lula listadas aqui foram consideradas verdadeiras, com ressalvas. Consulte a checagem completa do Aos Fatos.

      Quando começam a valer as promessas de Lula?

      Com a posse do 4º mandato, em 5 de janeiro de 2027.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: ArildV, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0.

    • Moraes, Mendonça e o inquérito das fake news

      Moraes, Mendonça e o inquérito das fake news

      No inquérito das fake news, Alexandre de Moraes pediu em 3/9 ao presidente do STF, Edson Fachin, investigação contra André Mendonça, por suposta improbidade e abuso de autoridade na relatoria do caso Master, segundo o G1. Mendonça nega irregularidades.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 04/09/2026. No vídeo, Kerber diz que Moraes “incluiu” Mendonça no inquérito; tecnicamente, Moraes pediu providências a Fachin.

      1. O que aconteceu

      Depois que Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF com mensagens de Daniel Vorcaro, Moraes o acusou de liberar os autos de forma “seletiva” e de omitir documentos, segundo o G1. Em 3/9, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação, apontando “fortes indícios” de improbidade, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos.

      2. Inquérito das fake news: o que diz a fonte oficial

      O pedido foi feito no inquérito das fake news, aberto em 2019, cuja relatoria Fachin assumiu em 9/9, segundo o G1. Em 28/10, Fachin arquivou cinco investigações derivadas desse inquérito. Em 29/10, devolveu a investigação do INSS a Mendonça e manteve o caso Master sob a Presidência do STF (G1).

      Na sessão de 15/9, por 4 a 3, o STF decidiu analisar separadamente as condutas de Moraes e de Mendonça. Dino pediu vista (O Globo). Nem Moraes nem Mendonça são formalmente investigados.

      3. Pontos da análise

      No vídeo de 4/9, Kerber leu um texto segundo o qual a iniciativa de Moraes “abre caminho para implodir toda a apuração” do Master (aos 19min27s). É uma avaliação, não um fato. O contexto do caso está em Moraes, Vorcaro e o Banco Master.

      4. O outro lado

      Mendonça negou a liberação seletiva e disse que manteve em sigilo apenas o necessário para preservar investigações e dados de terceiros (G1). Na sessão de 15/9, afirmou: “Nós temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros” (O Globo). Moraes nega ter favorecido Vorcaro (CNN).

      5. O que acontece agora

      O plenário retoma o tema após a vista de Dino. A PF deve enviar a Fachin em novembro um relatório descritivo sobre as menções a ministros (O Globo). No Senado, os pedidos de impeachment seguem parados: veja Impeachment de Moraes.

      OPINIÃO

      Usar um inquérito aberto de ofício em 2019 contra o colega que expôs suas mensagens confirma o que a direita diz há anos sobre esse inquérito. Como resumiu Kerber na live (aos 20min44s): “eu tenho medo do Alexandre de Moraes presidente do STF”.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news?

      Não exatamente. Em 3/9, Moraes pediu a Fachin, no âmbito do inquérito, uma investigação contra Mendonça, segundo o G1.

      Quem é o relator do inquérito das fake news hoje?

      Edson Fachin, desde 9/9/2026, segundo o G1.

      O que Moraes acusa Mendonça de fazer?

      De liberar os autos do caso Master de forma “seletiva”. No pedido, cita improbidade, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos.

      O que Mendonça responde?

      Que só manteve em sigilo o necessário para preservar investigações e dados de terceiros. Ele também falou em uma “PF paralela” monitorando ministros.

      Com quem ficou o caso INSS?

      Voltou a Mendonça em 29/10. O caso Master ficou com Fachin.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Falcão Alado, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.