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Categoria: STF

  • Impeachment de Moraes: como funciona e por que parou

    Impeachment de Moraes: como funciona e por que parou

    O impeachment de Moraes já foi pedido ao menos 66 vezes no Senado, segundo a Gazeta do Povo, mas nenhum foi lido. Pela Lei 1.079/1950, quem decide se o processo começa é a Mesa do Senado, comandada por Davi Alcolumbre.

    Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 10/09/2026. Vídeo de setembro; a expectativa de desfecho rápido expressa no título está desatualizada.

    1. Impeachment de Moraes: o que diz a lei

      Fonte: Lei 1.079/1950.

      2. O que diz a fonte oficial

      Em 3/12/2025, o ministro Gilmar Mendes decidiu, em liminar, que só a PGR poderia apresentar denúncia contra ministros do STF (G1). Em 10/12/2025, ele suspendeu esse ponto, e cidadãos voltaram a poder protocolar pedidos (STF). Seguem valendo, segundo a Gazeta do Povo, a exigência de 54 votos (2/3 do Senado) para abrir o processo, o fim do afastamento preventivo e a proibição de processo pelo mérito de decisões. A liminar ainda não foi referendada pelo plenário.

      Moraes não é investigado formalmente. As acusações dos pedidos se baseiam no relatório da PF sobre mensagens de Daniel Vorcaro, tema de nossa matéria sobre o caso Master.

      3. Quantos pedidos e quantos senadores

      As contagens variam conforme a data: 54 pedidos com o de Carlos Viana (CNN), 55 com o de Alessandro Vieira (CNN) e ao menos 66, segundo a Gazeta do Povo em 13/9. Em 1º/9, Alcolumbre disse que havia 109 pedidos contra ministros do STF e que isso “não é normal”, sem dizer se daria andamento a algum (Poder360).

      No levantamento da Gazeta do Povo em 13/9, 68 senadores se manifestaram: 40 disseram ser favoráveis ao impeachment, 4 contrários e 24 não quiseram se posicionar. Declarar apoio não é voto, e os 40 ficam abaixo dos 54 exigidos.

      4. Pontos da análise

      Na live de 10/9, aos 35min19s, Kerber destacou a sessão extraordinária que o presidente do STF, Edson Fachin, convocou para 15/9 para tratar do relatório da PF. Nessa sessão, Dino pediu vista e o mérito não foi analisado.

      5. O outro lado

      Moraes nega ter favorecido Vorcaro (CNN). A Folha relata que STF e Congresso articulam poupar Flávio Dino numa possível onda de impeachments (Folha).

      6. O que acontece agora

      Tudo depende de quem presidir o Senado a partir de fevereiro de 2027: veja Presidência do Senado 2027. O acompanhamento está em Impeachment de Moraes.

      OPINIÃO

      Se 40 senadores dizem apoiar o impeachment e nada anda, o problema não é Moraes só: é um regimento que dá a uma pessoa a chave da gaveta.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Quem pode pedir o impeachment de um ministro do STF?

      Qualquer cidadão (art. 41 da Lei 1.079). A liminar de Gilmar que restringia isso à PGR foi suspensa nesse ponto em 10/12/2025.

      Quantos votos são necessários para o impeachment de Moraes?

      Pela liminar de Gilmar ainda em vigor, 54 votos (2/3) já para abrir o processo; a condenação também exige 2/3 (art. 80).

      Quantos pedidos de impeachment contra Moraes existem?

      Ao menos 66, segundo a Gazeta do Povo (13/9). A CNN contou 54 e depois 55 em datas anteriores.

      Moraes é investigado formalmente?

      Não. Os pedidos citam o relatório da PF sobre mensagens de Vorcaro, mas não houve pedido de investigação da PF ou da PGR.

      Por que nenhum pedido andou?

      Porque a Mesa do Senado, presidida por Alcolumbre, não leu nenhum pedido em plenário (art. 44).

      Ministro do STF pode ser afastado durante o processo?

      Pela liminar de Gilmar, não há afastamento preventivo, embora o art. 57 da lei o previsse.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Eurico Zimbres, Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.5.

    • Moraes, Mendonça e o inquérito das fake news

      Moraes, Mendonça e o inquérito das fake news

      No inquérito das fake news, Alexandre de Moraes pediu em 3/9 ao presidente do STF, Edson Fachin, investigação contra André Mendonça, por suposta improbidade e abuso de autoridade na relatoria do caso Master, segundo o G1. Mendonça nega irregularidades.

      Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 04/09/2026. No vídeo, Kerber diz que Moraes “incluiu” Mendonça no inquérito; tecnicamente, Moraes pediu providências a Fachin.

      1. O que aconteceu

      Depois que Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF com mensagens de Daniel Vorcaro, Moraes o acusou de liberar os autos de forma “seletiva” e de omitir documentos, segundo o G1. Em 3/9, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação, apontando “fortes indícios” de improbidade, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos.

      2. Inquérito das fake news: o que diz a fonte oficial

      O pedido foi feito no inquérito das fake news, aberto em 2019, cuja relatoria Fachin assumiu em 9/9, segundo o G1. Em 28/10, Fachin arquivou cinco investigações derivadas desse inquérito. Em 29/10, devolveu a investigação do INSS a Mendonça e manteve o caso Master sob a Presidência do STF (G1).

      Na sessão de 15/9, por 4 a 3, o STF decidiu analisar separadamente as condutas de Moraes e de Mendonça. Dino pediu vista (O Globo). Nem Moraes nem Mendonça são formalmente investigados.

      3. Pontos da análise

      No vídeo de 4/9, Kerber leu um texto segundo o qual a iniciativa de Moraes “abre caminho para implodir toda a apuração” do Master (aos 19min27s). É uma avaliação, não um fato. O contexto do caso está em Moraes, Vorcaro e o Banco Master.

      4. O outro lado

      Mendonça negou a liberação seletiva e disse que manteve em sigilo apenas o necessário para preservar investigações e dados de terceiros (G1). Na sessão de 15/9, afirmou: “Nós temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros” (O Globo). Moraes nega ter favorecido Vorcaro (CNN).

      5. O que acontece agora

      O plenário retoma o tema após a vista de Dino. A PF deve enviar a Fachin em novembro um relatório descritivo sobre as menções a ministros (O Globo). No Senado, os pedidos de impeachment seguem parados: veja Impeachment de Moraes.

      OPINIÃO

      Usar um inquérito aberto de ofício em 2019 contra o colega que expôs suas mensagens confirma o que a direita diz há anos sobre esse inquérito. Como resumiu Kerber na live (aos 20min44s): “eu tenho medo do Alexandre de Moraes presidente do STF”.

      — Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

      Perguntas frequentes

      Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news?

      Não exatamente. Em 3/9, Moraes pediu a Fachin, no âmbito do inquérito, uma investigação contra Mendonça, segundo o G1.

      Quem é o relator do inquérito das fake news hoje?

      Edson Fachin, desde 9/9/2026, segundo o G1.

      O que Moraes acusa Mendonça de fazer?

      De liberar os autos do caso Master de forma “seletiva”. No pedido, cita improbidade, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos.

      O que Mendonça responde?

      Que só manteve em sigilo o necessário para preservar investigações e dados de terceiros. Ele também falou em uma “PF paralela” monitorando ministros.

      Com quem ficou o caso INSS?

      Voltou a Mendonça em 29/10. O caso Master ficou com Fachin.

      Leia também

      Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

      Imagem: Falcão Alado, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.