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Moraes, Mendonça e o inquérito das fake news

No inquérito das fake news, Alexandre de Moraes pediu em 3/9 ao presidente do STF, Edson Fachin, investigação contra André Mendonça, por suposta improbidade e abuso de autoridade na relatoria do caso Master, segundo o G1. Mendonça nega irregularidades.

Análise de Emílio Kerber no Canal Emílio Kerber (YouTube), transmitida em 04/09/2026. No vídeo, Kerber diz que Moraes “incluiu” Mendonça no inquérito; tecnicamente, Moraes pediu providências a Fachin.

1. O que aconteceu

Depois que Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF com mensagens de Daniel Vorcaro, Moraes o acusou de liberar os autos de forma “seletiva” e de omitir documentos, segundo o G1. Em 3/9, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação, apontando “fortes indícios” de improbidade, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos.

2. Inquérito das fake news: o que diz a fonte oficial

O pedido foi feito no inquérito das fake news, aberto em 2019, cuja relatoria Fachin assumiu em 9/9, segundo o G1. Em 28/10, Fachin arquivou cinco investigações derivadas desse inquérito. Em 29/10, devolveu a investigação do INSS a Mendonça e manteve o caso Master sob a Presidência do STF (G1).

Na sessão de 15/9, por 4 a 3, o STF decidiu analisar separadamente as condutas de Moraes e de Mendonça. Dino pediu vista (O Globo). Nem Moraes nem Mendonça são formalmente investigados.

3. Pontos da análise

No vídeo de 4/9, Kerber leu um texto segundo o qual a iniciativa de Moraes “abre caminho para implodir toda a apuração” do Master (aos 19min27s). É uma avaliação, não um fato. O contexto do caso está em Moraes, Vorcaro e o Banco Master.

4. O outro lado

Mendonça negou a liberação seletiva e disse que manteve em sigilo apenas o necessário para preservar investigações e dados de terceiros (G1). Na sessão de 15/9, afirmou: “Nós temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros” (O Globo). Moraes nega ter favorecido Vorcaro (CNN).

5. O que acontece agora

O plenário retoma o tema após a vista de Dino. A PF deve enviar a Fachin em novembro um relatório descritivo sobre as menções a ministros (O Globo). No Senado, os pedidos de impeachment seguem parados: veja Impeachment de Moraes.

OPINIÃO

Usar um inquérito aberto de ofício em 2019 contra o colega que expôs suas mensagens confirma o que a direita diz há anos sobre esse inquérito. Como resumiu Kerber na live (aos 20min44s): “eu tenho medo do Alexandre de Moraes presidente do STF”.

— Emílio Kerber e Redação Endireita Brasil TV. Este box é opinião e está separado do noticiário.

Perguntas frequentes

Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news?

Não exatamente. Em 3/9, Moraes pediu a Fachin, no âmbito do inquérito, uma investigação contra Mendonça, segundo o G1.

Quem é o relator do inquérito das fake news hoje?

Edson Fachin, desde 9/9/2026, segundo o G1.

O que Moraes acusa Mendonça de fazer?

De liberar os autos do caso Master de forma “seletiva”. No pedido, cita improbidade, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos.

O que Mendonça responde?

Que só manteve em sigilo o necessário para preservar investigações e dados de terceiros. Ele também falou em uma “PF paralela” monitorando ministros.

Com quem ficou o caso INSS?

Voltou a Mendonça em 29/10. O caso Master ficou com Fachin.

Leia também

Nota de transparência: Emílio Kerber escreve para o Jornal da Cidade Online. Trechos de campanha dos vídeos não foram usados nesta matéria. Fatos atribuídos a terceiros têm a fonte indicada no texto.

Imagem: Falcão Alado, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

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