NOVO contra Hugo Motta: partido admite candidato próprio na Câmara

NOVO diz não a Hugo Motta e admite candidato próprio na Câmara – coluna de Emílio Kerber
Emílio Kerber
COLUNA · OPINIÃOVamos Endireitar o BrasilPor Emílio Kerber, jornalista e escritor

OPINIÃO — Este texto expressa a opinião do autor, Emílio Kerber, e não necessariamente a do Endireita Brasil TV.

O NOVO não vai apoiar Hugo Motta. Enquanto a esquerda e o Centrão se juntam pela reeleição do atual presidente da Câmara, o partido descarta qualquer acordo e admite lançar candidato próprio ao comando da Casa.

Vídeo: “Quanto vale a coerência na política?”, de Emílio Kerber, no canal Os Bastidores de Brasília (@emiliokerber) no YouTube.

“Em nenhuma hipótese”

Quem reafirmou a posição foi o deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC). Segundo ele, a rejeição à recondução de Motta (Republicanos-PB) é unânime na legenda. Sobre a candidatura própria, disse que “provavelmente” sairá, mas que o partido ainda não deliberou.

O blocão de Motta

Motta já tem o apoio dos partidos do Centrão e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que anunciou a adesão em 27 de outubro, segundo a Agência Câmara. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e são necessários 257 dos 513 votos. O voto é secreto.

O preço de ficar fora

A decisão tem custo. Pelo Regimento Interno, o tamanho dos blocos parlamentares define a preferência na divisão dos cargos da Mesa Diretora e das presidências das comissões permanentes. Quem fica fora das grandes alianças escolhe depois.

O dilema do PL

O contraste está no PL, que terá a maior bancada da Câmara em 2027, com 121 deputados. Uma ala defende apoiar Motta para preservar espaço na Mesa e nas comissões; outra quer candidatura alternativa. A bancada se reúne nesta terça-feira (3) para discutir o tema. Entenda o cálculo em PL e Hugo Motta: o blocão do PT para isolar a direita.

Os nomes do NOVO

Para uma eventual candidatura própria, são citados Jeffrey Chiquini (PR), Luiz Lima (RJ) e Adriana Ventura (SP). A escolha ainda depende de definição interna.

OPINIÃO

Para o NOVO, manter a oposição é uma escolha que privilegia a independência em relação ao atual comando da Câmara, mesmo diante dos custos institucionais. A disputa expõe um dos principais dilemas da política parlamentar brasileira: até que ponto os partidos devem negociar espaços de poder para ampliar sua influência, e quando devem preservar a oposição, mesmo diante de possíveis perdas? Ao descartar Motta, o NOVO deixou clara a sua resposta. Resta saber como essa estratégia vai se traduzir em atuação parlamentar na legislatura que começa em fevereiro de 2027. Veja também o que o Centrão tenta aprovar antes disso em Voto distrital misto. Vamos endireitar o Brasil.

Perguntas frequentes

O NOVO vai apoiar Hugo Motta?

Não. Segundo o deputado Gilson Marques (NOVO-SC), a rejeição à reeleição de Motta é unânime no partido.

Quando é a eleição para a presidência da Câmara?

Em 1º de fevereiro de 2027. O candidato precisa de pelo menos 257 dos 513 votos.

Quem pode ser o candidato do NOVO?

São citados Jeffrey Chiquini, Luiz Lima e Adriana Ventura; o partido ainda não decidiu.

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Sobre o autor: Emílio Kerber, jornalista e escritor. Coluna em notas a partir de texto enviado pelo autor em 03/11/2026; fatos conferidos pela Redação em fontes oficiais. Imagem: Redação.

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