
OPINIÃO — Este texto expressa a opinião do autor, Emílio Kerber, e não necessariamente a do Endireita Brasil TV.
O NOVO não vai apoiar Hugo Motta. Enquanto a esquerda e o Centrão se juntam pela reeleição do atual presidente da Câmara, o partido descarta qualquer acordo e admite lançar candidato próprio ao comando da Casa.
“Em nenhuma hipótese”
Quem reafirmou a posição foi o deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC). Segundo ele, a rejeição à recondução de Motta (Republicanos-PB) é unânime na legenda. Sobre a candidatura própria, disse que “provavelmente” sairá, mas que o partido ainda não deliberou.
O blocão de Motta
Motta já tem o apoio dos partidos do Centrão e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que anunciou a adesão em 27 de outubro, segundo a Agência Câmara. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e são necessários 257 dos 513 votos. O voto é secreto.
O preço de ficar fora
A decisão tem custo. Pelo Regimento Interno, o tamanho dos blocos parlamentares define a preferência na divisão dos cargos da Mesa Diretora e das presidências das comissões permanentes. Quem fica fora das grandes alianças escolhe depois.
O dilema do PL
O contraste está no PL, que terá a maior bancada da Câmara em 2027, com 121 deputados. Uma ala defende apoiar Motta para preservar espaço na Mesa e nas comissões; outra quer candidatura alternativa. A bancada se reúne nesta terça-feira (3) para discutir o tema. Entenda o cálculo em PL e Hugo Motta: o blocão do PT para isolar a direita.
Os nomes do NOVO
Para uma eventual candidatura própria, são citados Jeffrey Chiquini (PR), Luiz Lima (RJ) e Adriana Ventura (SP). A escolha ainda depende de definição interna.
OPINIÃO
Para o NOVO, manter a oposição é uma escolha que privilegia a independência em relação ao atual comando da Câmara, mesmo diante dos custos institucionais. A disputa expõe um dos principais dilemas da política parlamentar brasileira: até que ponto os partidos devem negociar espaços de poder para ampliar sua influência, e quando devem preservar a oposição, mesmo diante de possíveis perdas? Ao descartar Motta, o NOVO deixou clara a sua resposta. Resta saber como essa estratégia vai se traduzir em atuação parlamentar na legislatura que começa em fevereiro de 2027. Veja também o que o Centrão tenta aprovar antes disso em Voto distrital misto. Vamos endireitar o Brasil.
Perguntas frequentes
O NOVO vai apoiar Hugo Motta?
Não. Segundo o deputado Gilson Marques (NOVO-SC), a rejeição à reeleição de Motta é unânime no partido.
Quando é a eleição para a presidência da Câmara?
Em 1º de fevereiro de 2027. O candidato precisa de pelo menos 257 dos 513 votos.
Quem pode ser o candidato do NOVO?
São citados Jeffrey Chiquini, Luiz Lima e Adriana Ventura; o partido ainda não decidiu.
Leia também
- PL e Hugo Motta: o blocão do PT para isolar a direita
- Voto distrital misto: Centrão corre com PEC e PL reage
- Orçamento 2027 parado: emendas viram moeda de troca de Lula
Sobre o autor: Emílio Kerber, jornalista e escritor. Coluna em notas a partir de texto enviado pelo autor em 03/11/2026; fatos conferidos pela Redação em fontes oficiais. Imagem: Redação.

Deixe um comentário